Arte & Cultura.

O estilo musical que me transcende


 

É de praxe perguntarmos nas conversas que temos com os amigos sobre música, quais os estilos musicais que nos tocam e que tipo de música curtimos ouvir. Ou seja, é aquele som que nos representa, que diz mais de nós. É aquela "track list" guardada numa pasta de arquivos no pc, que levamos no pen drive ou no smart, para ouvir nas andanças do cotidiano, e que vai compondo os acordes sonoros dos nossos momentos e a biografia musical da nossa existência.


Bem, costumo dizer que (dado ao ecletismo gigantesco) irá se surpreender quem pegar na parte que compete aos direcionamentos musicais que embalam meus passos pela vida afora. Porque é uma mistura de acordes, sons, timbres e estilos tão diversificados que, à priori, ficaria extremamente difícil para a pessoa dizer com precisão quem ou o quê eu ouço com mais frequência. Sim, caros leitores, não tenho preconceito e ouço de tudo um pouco. Me pegam pela batida, pela letra, mas é claro, o fato de ouvir com frequência determinada canção não quer dizer que virei fã do intérprete, que compraria a discografia ou que iria aos shows do mesmo. Porém, há sim, os estilos musicais que me encantam; há sim, os cantores e os grupos que admiro e que acompanho sempre e desde sempre; há muitíssima coisa dos anos 80 e 90 que provocam em mim aquela doce, eterna, e incansável saudade. Não há dúvida. Certamente metade do que ouço pertence à essas décadas, que ao meu ver, detiveram o auge glorioso e pleno da nata da música.


Mas, o papo aqui é direcionado para compartilhar e indicar aos amigos leitores, não apenas um estilo musical, mas aquele som que faz com que meu espírito adquira asas, flutue, transcenda e por fim, atinja o inexplicável sobrenatural.


Exagero? Não mesmo. Eu de fato me transporto meus amigos, não só para além daqui, mas para além de mim. Se fosse para definir, eu diria que são melodias psicodélicas, músicas que tocam de uma forma diferenciada, quer sejam pela construção específica dos acordes, quer sejam pela distinção sonora dos arranjos. São batidas que se agrupam no celeiro da new age (nova era), do lírico e ou pop lírico, clássicas, eruditas e ou pop eruditas, releituras musicais contemporâneas mas que também bebem na fonte do barroco, são cantos gregorianos, instrumentais com um arcabouço pop metálico, que, não obstante, vão desde "Madonna" à Vivaldi.


Perceberam? Até mesmo na hora de colocar os tímpanos para entrar em órbita, é para mim inevitável fazer a mistura. Apesar de pertencerem à estilos (de certa forma) singulares, todas possuem algo em comum: o convite à uma viagem sonora única e indizível. Não sei se vocês compactuam comigo neste processo musicalmente auditivo, também não sei se dentre as canções que irei citar abaixo há coisas que vocês já conheçam, mas se não, permitam-se conhecer, apreciar, ouvir, e depois me digam qual ou quais delas conseguiram de algum modo, atingir o ápice do élan de cada um. Mas em suma, é isso. E só resta a mim agora desejar a vocês, nada mais, nada menos, que uma excelente audição! E que a proposta da arte em forma destas melodias, consiga atingir ao menos como um canção de niná, a criança insone dos dias de labor, que teima em querer persistir cotidiamente no coração de cada um de nós. 


Abraços musicais,
 
Izaqueu Nascimento


*Dawn of a new century - Secret Garden
*Return to inocence, Sadness  e Child in us - Enigma
*Astra et luna, I want tomorrow, Wild Child e Emannuel - Enya
*The Fours seasons - Vivaldi
*Moonlight Sonata - Beethoven (liberace version)
*Frozen - Madonna
*Santiago e Dante's Prayer - Loreena McKennitt
*Conquest of paradise - Vangelis
*Nothing's else matter - Gregorian
*Karavanzari - Kitaro
*Who want's to live forever, here with me e The phantom of opera - Sarah Brightman
*Cuore senza sangue - Emma Shapplin
*Meditação de thais - Massenet
*Ameno - Era
*Forever in love - Kenny G
*Now we're free - Hans Zimmer e Liza Gerrard
*Bolero de Ravel
*One man's dream - Yanni




0 comentários:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.