Arte & Cultura.

O artista e a sua cria (atividade)



"Não sei de onde vem a minha inspiração, só sei que ela é semelhante a uma ventania: A mesma intensidade que chega é a mesma na qual some".

(Ygor Gardel)


Há momentos em que os deuses da inspiração estão dolentes.  Tomam chá de sumiço, assim, como o “mestre dos magos”, rápido como raio, que em fração de segundos esconde-se na caverna de algum dragão de fogo baixo e quase imperceptível. Ás vezes isso ocorre. Esses deuses tornam-se voláteis como o álcool, e desaparecem em meio à “busca” da busca dos autores da arte. Resta ao artista garimpar as pedras brutas, com ou sem brilho para que elas, mesmo num garimpo improvisado, resplandeça, cresça e apareça. É nesse momento obscuro que limpamos a lâmpada com o aparato que temos: Algodão, flanela, trapo, saliva, força e ideia. Tudo se faz inerente para que entre em cena o principal fio condutor da concepção da obra: A criatividade. 

(I)magine que o céu tornou-se nublado
(Z)apeando o tempo, preparando uma tempestade
(A)ssim, de repente alagando a cidade
(Q)uerendo que a água lave a saudade,
(U)m pranto de chuva sem fim declarado,
(E)xigindo abrigo e um tempo resguardo
(U)nindo-se à calma pra vencer a ansiedade.

(N)enhum temporal nos chega em vão
(A) estrada é assim, com várias estações
(S)e tudo fosse igual em todas as manhãs
(C)ertamente o existir não teria razão .
(I)magine agora o brotar das flores
(M)esmo que a primavera não esteja florida
(E) a mente pareça não ter soluções
(N)unca desista por conta das dores
(T)ente “criar” seu melhor nessa vida
(O) amor sempre fica nos corações

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